jun 16 2009

Rede Social São João da Boa Vista
Em que mundo vivemos?
Hoje vivemos em um mundo que passou a exigir cada vez mais velocidade em nossas respostas e decisões, levando cada ação a acompanhar esta mesma velocidade que nos é imposta. Tornou-se assim imperativo ter a mesma precisão e rapidez de um computador. Entretanto nós não somos computadores ou qualquer outro tipo de máquina, somos muito mais do que isso, o ser humano tem a capacidade de acreditar e de lutar por seus sonhos, lutar por um mundo melhor, máquinas não sonham.
Não estou afirmando que seja ruim todo o avanço tecnológico que estamos presenciando, principalmente os avanços das últimas três décadas, este desenvolvimento facilitou e facilita em muito a nossa existência neste pequenino planeta azul.
No entanto devemos parar um pouco com toda esta corrida frenética e olhar a nossa volta, olhar para o meio em que vivemos, mas qual é afinal o preço que estamos pagando por toda esta velocidade?
Esta mesma rapidez em ações e respostas tem se estendido também para o nosso dia a dia, passando a exigir respostas cada vez mais rápidas das pessoas com quem nos relacionamos, criando um quadro caótico do que deveria ser a verdadeira história humana.
Como conseqüência, agredimos constantemente o nosso meio ambiente, sem ao menos nos darmos conta do que estamos fazendo. Agressões que passam despercebidas por não termos tempo de sonhar, de viver, de amar, de lançar um simples olhar a nossa volta.
É como tentar acompanhar a mesma velocidade da evolução dos processadores de um computador juntamente com a evolução da velocidade na internet.
Charles Chaplin no discurso do memorável filme O Grande Ditador já previa e nos alertava quanto a toda esta corrida por “desenvolvimento” que estamos presenciando, segue uma parte do discurso que demonstra muito bem esta nossa realidade…
… Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido. (Charles Chaplin)
Pense nestas palavras… e o que realmente desejamos para nossas vidas?
Todo este desenvolvimento tem sacrificado não apenas o próprio ser humano, mas, o meio ambiente em que foi acolhido tão gentilmente e que é sacrificado em nome do progresso.
Publicado por José Marcos Ruga Caslini




