nov
25
2008
(fonte: Rede Ethos de Jornalistas)
“O mundo mudou e o jornalismo não acompanhou”. Com esta frase, o vencedor da categoria televisão do 8° Prêmio Ethos de Jornalismo, André Trigueiro, abriu o debate promovido pelo Instituto Ethos, sinalizando que o conservadorismo editorial da mídia ainda é um dos obstáculos para que o tema da sustentabilidade tenha uma abordagem mais aprofundada nas redações.
O evento realizado no último dia 30 de setembro reuniu os sete vencedores e o formato debate foi uma das mudanças implantadas no 8° Prêmio Ethos de Jornalismo. O objetivo foi dedicar mais tempo para explorar a experiência e o conhecimento dos jornalistas que cobrem o tema da sustentabilidade.
A conclusão dos vencedores legitima as discussões feitas em 2007 pela Rede Ethos de Jornalistas: é preciso investir na capacitação dos jornalistas para que eles tenham uma visão sistêmica sobre o assunto e envolver os demais níveis hierárquicos das empresas de comunicação para que a sustentabilidade esteja incorporada à gestão. Neste sentido, os Indicadores Ethos-ANJ para o setor de jornais foram considerados uma ferramenta fundamental para este trabalho.
As questões pontuadas no Seminário serão consideradas no planejamento dos projetos Prêmio e Rede em 2009. Nosso objetivo é promover uma maior sinergia entre as duas estratégias, de modo a conseguirmos avançar no que diz respeito à pauta jornalística e à gestão sustentável dos veículos de comunicação. Ainda como reconhecimento aos vencedores de todas as edições do Prêmio, será lançada uma publicação comemorativa com entrevistas e com a síntese do debate.
nov
10
2008
A falta de controle do Estado sobre as concessões de rádio e televisão no Brasil foi um dos temas do debate sobre a democratização da comunicação, promovido em outubro pelo programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. O professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília (UnB) Luiz Martins e o ouvidor-adjunto da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Paulo Machado, participaram da discussão.
Machado acredita que a mídia não é democrática, pois impõe às pessoas apenas o que lhe interessa. Isso ocorre porque o governo não fiscaliza os veículos de comunicação depois que concede a eles o espaço de transmissão. “As concessões públicas, para que eles utilizem as ondas [de transmissão], são renovadas a cada 10, 15 anos, sem nenhum tipo de controle sobre a programação e sobre o conteúdo”, afirmou.
“Acho que o Estado brasileiro, nesse ponto das concessões, está sendo irresponsável”, disse o professor Luiz Martins. Para ele, o Estado é omisso e ausente, pois concede o espaço público para os veículos de comunicação e não cobra nenhuma prestação de contas do que eles fizeram com as concessões públicas. Para ele, é irônico pensar em uma grande empresa de comunicação pública, pois o Estado é o grande poder concessionário na área de rádio e televisão.
A resposta para a democratização da comunicação, segundo Paulo Machado, é o controle mais efetivo da população sobre os meios de comunicação. No entanto, isso não acontece porque os veículos estão fechados para participação popular. Já Martins acredita que a promoção de políticas públicas é o que pode tornar a mídia mais democrática.
(Fonte: Agência Brasil)
nov
04
2008
A Associação Mundial de Rádios Comunitárias na América Latina e no Caribe (AMARC-ALC) apresentou no dia 30 de outubro, em audiência pública diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a Declaração de “Princípios para um Marco Regulatório Democrático sobre Rádio e TV Comunitária“. A Associação solicitará o início de trabalhos para a elaboração de um padrão na matéria, tendo como insumo principal a declaração.
A AMARC-ALC quer também a realização de um estudo temático sobre a compatibilidade das regulamentações e práticas estatais vigentes em matéria de radiodifusão nos países do sistema em relação à Convenção Americana de Direitos Humanos e à Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão da CIDH.
O documento reúne 14 princípios que servem como guia para a elaboração, aprovação e implementação de regras sobre radiodifusão comunitária que sejam compatíveis com os padrões internacionais de direitos humanos e o mais amplo respeito aos direitos à comunicação e à informação e à liberdade de expressão. Leia mais »