Arquivo para setembro, 2008

set 29 2008

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Mais dinheiro circulando. Isso é desenvolvimento?

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O Brasil vive hoje um momento privilegiado: a economia cresce, os empregos formais tiveram um aumento significativo e a pobreza caiu (em 2007, 1, 5 milhão de pessoas saíram da linha de pobreza). É verdade que cerca de 18% dos brasileiros ainda são miseráveis, mas de modo geral, o brasileiro tem maior poder de compra dado que a classe média se expandiu – a boa notícia é que negros e mulheres estão ascendendo para a classe C por meio do trabalho.*

 

Segundo Marcelo Neri, economista da Fundação Getulio Vargas (FGV), “essa é a década da redução da desigualdade, já por sete anos consecutivos. É uma marca expressiva. Ela acaba produzindo desde a redução da miséria até o aumento de segmentos médios da população, como a chamada nova classe média”.

 

Mas sabemos que essa redução da desigualdade, apesar de positiva, não está diretamente associada ao desenvolvimento. Aumento de Produto Interno Bruto (PIB) é crescimento econômico: reflete apenas uma parcela do desenvolvimento e não representa o caminho definitivo para o bem estar social.

 

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set 19 2008

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Analfabetismo e desenvolvimento

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Imagine andar pela rua e não saber ler o que está escrito nas placas, nos letreiros dos ônibus, nos jornais expostos nas bancas. Como você se sentiria?  

Não saber ler nem escrever é mais ou menos como ser portador de uma deficiência física. É uma restrição ao seu direito de ir e vir, é estabelecer uma dependência com o outro para se locomover, para conhecer seus direitos e deveres, para interagir com o mundo. Para quem foi alfabetizado normalmente, isso parece um processo natural e é até difícil se imaginar nessa condição.

 

Mas segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco), 20% da população mundial ainda é analfabeta. Dados do IBGE de 2006 apontam que 14,3 milhões de brasileiros -10,38% da população – se declaram analfabetos absolutos, ou seja, não sabem ler ou escrever um bilhete simples.

 

Gostaria de propor uma reflexão sobre a frase a seguir, de Maria Clara di Pierro, professora doutora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Educação para Jovens e Adultos: “O analfabetismo é apenas mais uma expressão cultural da pobreza e miséria no Brasil. Não se supera o analfabetismo sem antes superar a exclusão”.

 

O ser humano alfabetizado – aquele que sabe ler, interpretar e compreender – tem mais chances de promover seu auto-desenvolvimento, enquanto aquele analfabeto dificilmente conseguirá dar passos rumo a sua inclusão social. Por outro lado, segundo a frase acima, o analfabetismo só é superado após vencermos a exclusão. Mas como superar a exclusão sendo analfabeta? Qual é, na sua opinião, a relação entre analfabetismo e desenvolvimento?

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set 18 2008

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Expo Brasil Desenvolvimento Local

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Onde: em Cuiabá

O que: Palestras, painéis temáticos, debates, apresentação de experiências, oficinas, minicursos. Destaque para uma ampla Feira com exposição de produtos sustentáveis, projetos inovadores, atividades culturais e ambientes de aprendizagem coletiva.

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set 15 2008

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3º Congresso Mercosul de Sustentabilidade

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O Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha realizará, em parceria com o Centro de Competência Mercosul de Responsabilidade Empresarial, no dia 15 de outubro de 2008, a 3ª edição do Congresso Mercosul de Sustentabilidade.

Em 2007 o objetivo do evento foi fortalecer a imagem do Mercosul, envolvendo temas que preocupam os países da região, tais como a produção de bicombustíveis com responsabilidade socioambiental, proteção dos recursos naturais e comércio justo.

Para a edição de 2008, o evento contará com uma abordagem focada na quebra de paradigmas e do senso comum, que envolvem o conceito de sustentabilidade. Com a participação de importantes instituições do setor e a apresentação de cases, o evento tem como objetivo contribuir na discussão do futuro da sustentabilidade no Mercosul;

Com este evento, a Câmara Brasil-Alemanha e seus parceiros consolidam sua posição de liderança entre as instituições bilaterais, valorizando a questão socioambiental.

Tema: Sustentabilidade

Data e Horário: quarta-feira, 15 de outubro de 2008 às 08:00hs

Local: Club Transatlântico – Rua José Guerra, 130 – São Paulo

Observações: Despesas com almoço e estacionamento correm por conta dos participantes.

Investimento e Inscrições: Gratuito

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set 15 2008

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Felicidade está na moda!

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O jovem brasileiro acredita em uma vida melhor, segundo constatou pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Realizado em 132 países, o estudo mostra que o brasileiro entre 15 e 29 anos tem mais esperança de felicidade para os próximos cinco anos (felicidade futura) do que qualquer outro jovem no mundo. Numa escala de zero a dez, os brasileiros atingiram nota 9,29, ficando à frente dos Estados Unidos (9,11), e Venezuela (8,27).  (Fonte: Agência Brasil)        

Essa informação pode parecer irrelevante em um contexto com tantos problemas sociais como o brasileiro, mas a felicidade está na boca do mundo. Seus efeitos nas populações e sua importância na sociedade abrangem agora a dimensão econômica e estão sendo estudados por pesquisadores e aplicados por governos locais como medidas de desenvolvimento.

Como?

Em 2007, a psicóloga e monja iogue Susan Andrews esteve em Bangcoc, na Tailândia, onde participou da 3ª Conferência Internacional sobre Felicidade Interna Bruta (FIB). Ao invés de somente medir o Produto Interno Bruto (PIB), a proposta agora é também se basear na Felicidade para tomar decisões políticas. Entre os indicadores da FIB estão o padrão de vida, saúde, educação, consciência ecológica, bem-estar psicológico, diversidade cultural, uso equilibrado do tempo, boa governança e vitalidade comunitária. O reino do Butão, no Himalaia, já está aplicando esse princípio. E tem gente no Brasil começando a se preocupar com esse novo conceito.

Leia a íntegra do artigo de Susan, que foi publicado na Revista Época, para entender melhor do que se trata

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG80676-6048-501,00.html

Com uma perspectiva mais acadêmica, mas sob a mesma ótica, trabalha a pesquisadora italiana Viviana di Giovinazzo, que escreve semanalmente o “Economics of Happiness”, um relatório com estudos internacionais sobre a “Economia da Felicidade”. Nele, há excertos de pesquisas que ampliam a visão atual da ciência econômica – aquele que trata somente do PIB e do lucro -, buscando relacioná-la ao bem estar das populações. Infelizmente os excertos só estão disponíveis em inglês (http://ideas.repec.org/n/nep-hap/), mas é um bom começo pra quem se interessar em implementar essa linha de pesquisa no Brasil… ou você já conhece alguém que estuda sobre isso?

Conte pra gente!

Diga, o que você acha sobre o FIB? Para você, esse indicador é uma possibilidade ou não passa de mais uma divagação de pesquisadores que não têm mais o que fazer???

 

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